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Sunday 17 January 2021
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Faz o bem em qualquer situação! By Pe. Gleición Adriano da Silva

Paz e bem!

Caros paroquianos e amigos:

 

“É tempo de recomeçar, de reno­var a fé e se agarrar as esperanças”. O cenário da nossa sociedade brasi­leira passa por momentos de dificul­dades que nos pede reflexões éticas seguidas de mudanças. Não podemos ficar insensíveis a situações gra

ves e de falta de respeito à sociedade e sentido da vida.

Foi o próprio Jesus que sempre se colocou ao lado dos marginalizados e da luta pela dignidade da vida. Não se pode aceitar que atitudes corruptas sejam praticadas e que nossa socie­dade fique alheia ou omissa diante de fatos desonestos, e muitas vezes desumanos, sofrendo pelas consequ­ências de tais atitudes.

Jesus nos mostrou que quando queremos fazer o bem ao outro e praticar gestos concretos de amor ao grupo que convivemos, nós conse­guimos. Quero aqui convocar a cada leitor para colocar em prática esse gesto: “Faça o bem” em qualquer situ­ação. Caso contrário, evite fazer algo que não contribua com o respeito ao próximo e a tudo que é coletivo.

Sabemos que muitos fatos e atitu­des de outras pessoas nos revoltam, nos levam a insatisfação e até mes­mo indignação. Mas não podemos nos esquecer do sentido da palavra misericórdia: junção de duas palavras (“miseratio”) compaixão + (“cordis”) coração = ter um coração compade­cido. Isso significa que a imagem e semelhança de Deus Pai, devemos acolher o outro nas suas fraquezas, e caminhar ao seu lado, desde que esse “outro” se reconheça arrependido e convertido para uma nova vida e re­lacionamento.

Deus não é feliz e nem conivente com o pecado, com a atitude desleal, com o erro, a corrupção e qualquer tipo de maldade. Ele acolhe o errante e o pecador arrependido para valori­zar o sentido da vida. Devemos dar valor a tudo que é favorável para a prática do bem, do crescimento de uma pessoa e da comunidade. Temos que acolher todo aquele que se dis­põe a ajudar o outro e ser servidor do grupo.

Deus não quer que a pessoa ou sociedade finja que erros não acon­teceram, ou que aceitemos situações desonestas e erradas, ou mesmo que fechamos os olhos diante das corrup­ções e situações frustrantes. Não po­demos ser hipócritas a ponto de fingir que está tudo bem. Este é um momen­to que supõe muita tranquilidade, éti­ca e clareza do que precisa ser feito. É preciso transparência de ações e ter a sensibilidade de contribuir e não ser um empecilho no caminho de outros.

Jesus demonstrou essa condição em tudo que fazia. A cada ajuda e aconselhamento, a cada ensinamento ele depositava no seu interlocutor a capacidade de fazer uma reflexão, de obter a confiança capaz de provocar tomada de atitude. Essa atitude gera­va nas pessoas o aumento da fé. Uma fé que transforma, que move obstácu­los e conforta o coração. Fé que edifi­ca, que solidariza. Fé que transforma, que faz o impossível acontecer.

O ano de 2017 está convidativo para mudanças e de expressar con­fiança nas melhorias de convivência e de relacionamentos sociais e políti­cos. É um momento para que o cristão consciente demonstre o seu papel de cidadania e participação na vida co­letiva.

Precisamos de pessoas compro­metidas com a vida, com as coisas pú­blicas e políticas no seu sentido mais puro: “arte de viver em uma cidade”. Este é um momento de se comprome­ter com os valores éticos e morais. Momento de fazer valer o que apren­demos e que dignifica a vida.

Que tal lembrarmos os princípios aprendidos com nossos pais? Dos bons ensinamentos da nossa cateque­se? Dos valores que a escola nos aju­dou a melhorar? Daquilo de que não abrimos mão para que o outro prati­que conosco?

Estamos num momento de refletir sobre a crise ética da nossa socieda­de.

Precisamos nos posicionar e agir como um verdadeiro cristão que acre­dita e tem fé na melhoria da qualidade de vida. Uma fé que irradia luz, que nos encoraja. Fé que acalenta, que nos faz ser melhor.




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