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Thursday 21 January 2021
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Disse Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”!

Queridos irmãos, o tema sobre a morte é desafiador e nos traz dificuldades literárias para expressar esse momento. Não existe palavras que explique esse fato a não ser no campo da fé. Por isso Jesus chama para si a expressão mais sublime e completa desse sentimento: “Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”!

Morrer é apenas uma “curva” do sentido mais puro de viver. É passar a experimentar o outro lado de uma vida gloriosa, que acreditamos ser a continuidade desta vida terrena. Não temos nenhuma imagem ou figura moderna que possa expressar como é esse mundo glorioso, porque ele acontece na dimensão da fé: é algo “espiritual”em que acreditamos, e que podemos até mesmo imaginá-lo, mas não sabemos como ele se configura concretamente. Cremos que se trata de uma dimensão aconchegante para aqueles que finalizaram esta vida terrena e que passa a configurar e habitar na dimensão da vida eterna,onde repousam no seio do criador, até que a ressurreição definitiva aconteça através de Jesus Cristo.

O que aprendemos sobre a morte tem como fundamento as experiências nas perspectivas “do viver”. Portanto, a morte se trata do fim da atividade consciente e inteligente da pessoa. É o fato real em que uma pessoa deixa de existir por entrar numa situação de inconsciência e ficar imóvel, sem o sopro ou suspiro de vida. Esta situação faz o corpo físico entrar em estado de inoperância, considerado como “ação de inexistência”. Do termo grego “Thanatós” – significa “separação”. É quando o corpo que antes agia, pensava e respirava, ao passar pela morte separa do ato de movimentar, pensar e agir. Não existe mais enquanto ação consciente. Cessa completamente o ciclo da vida terrena. No Cristianismo essa pessoa passa a ser pertencer a dimensão divina: da ressurreição na vida eterna.Não temos como experimentar este outro lado da vida eterna numa dimensão “Escatológica” – acerca das coisas que hão de suceder depois do fim da vida.

A morte é, então, a consequência da sensação única de viver. É o estágio da despedida física e corpórea. Porém, a história espiritual daquele que partiu pode continuar presente na história humana através do memorial dos exemplos deixados, dos ensinamentos, gestos de vida, nas vitórias, fracassos e experiências que ficam marcadas e registradas na vida daqueles que ficaram. Esses momentos podem ser eternizados quando a família e amigos divulgam e repassam as experiências deixadas pelo “finado”.

Para o cristão Jesus sabiamente expressou essa questão ao afirmar: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”! No Cristianismo ensinamos que as pessoas que amamos muito,e que foram protagonistas no projeto de vida de Deus,que foram sinais do amor humano, exemplares na conduta e comportamento, praticantes dos ensinamentos d e Jesus, quando chegam o seu momento final de vida e passam pela morte, na verdade elas não “morrem”, fazem apenas uma “passagem” do ciclo de vida. Mudam do plano físico e terreno para o estágio glorioso, em Deus. Passam a pertencer ao outro lado do “caminho”. Mas continuam a existir de forma “encantada” nas consciências dos que ficaram neste mundo. Elas deixam uma enorme saudade. Fica um vazio inexplicável que somente o tempo pode ajudar a compreender esse mistério humano de viver na inexistência.

Por isto refletir sobre a morte é proporcionar possibilidades para nos educar sobre o sentido e valor de viver a vida com dignidade e respeito.A iminente possibilidade de pensar que a qualquer momento vamos morrer é que nos chama a atenção para analisar sobre o sentido da vida.

Que cada morte possa ser tratada como um aprendizado para nos alertar e ensinar os verdadeiros caminhos de superação da dor, do sofrimento e de como valorizar a importância de preservar a vida.Se “Ninguém quer a morte, só saúde e sorte”, como nos diz o poeta, por isso que é precisamos tomar cuidados no modo de “viver, para não ter a vergonha de ser feliz” quando não somos responsáveis com nossa própria vida.

Como “a morte é algo inevitável”, que ela aconteça no seu tempo correto, no final de um ciclo natural e de uma forma digna. Não podemos interferir na dinâmica do ciclo da vida. Ninguém pode antecipar de forma egoísta e cruel a morte de outrem. Nossa missão é tratar a todos com respeito, dignidade e amor, como nos ensinou o Mestre Jesus: pratique “o amor que é paciente, bondoso; um amor que não é invejoso, que não é arrogante e não se ensoberbece,que não é ambicioso e nem busca os seus próprios interesses, que não se irrita e nem guarda ressentimento pelo mal sofrido; ele não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Quem acredita e pratica esse tipo de ensinamento cristão contribui com o sentido de uma vida eterna,que não produz sofrimento, destruição e morte. Lembre-se de que a vida é o maior presente que ganhamos e deve ser valorizada.

Padre Gleición Adriano da Silva 




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